segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jogo de Palavras


Palavras:
Gentileza,
Descanso,
Tristeza.
Discórdia,
Guerra,
Revolta,
Riqueza.
Razão,
Sentido,
Sincero,
Calado.
Palavra,
Simplicidade,
Sabedoria,
Cinema,
Verdade.

Palavras escritas à revelia.
Sentidas, vividas, armadas, sofridas.
Palavras.
Palavras ditas e sentidas.
Fim.

domingo, fevereiro 20, 2011

Não me esqueça, que eu não sei mais nada

Ando sem vontade de escrever, sem vontade de nada.
Acontece às vezes. E passa.
As histórias vem aos montes na cabeça, mas a preguiça não me deixa transcrevê-las.
Ficam lá, guardadas para sempre em alguma gaveta do pensamento.
Algum dia elas sairão, ou não.
Tudo bem.
Não me cobro. Não ouso me cobrar. Não agora.
O momento não é de escrever, descrever.
Sinto e calo. Simples assim.
Um dia quem sabe eu tenha vontade de falar. Talvez não.
Tenho escutado muito, vivido pouco, sentido aos extremos.
E tenho preguiça, muita preguiça.

E como diz a música abaixo: "eu não sei voar, eu não sei mais nada!"
Me identifico totalmente.

Conheci essa semana e estou encantada. Apreciem sem moderação: A Banda Mais Bonita da Cidade





Canção pra Não Voltar - A Banda mais Bonita da Cidade


Não volte pra casa, meu amor que aqui é triste
Não volte pro mundo onde você não existe,
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim, não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste morre
Depois o que acontece é triste demais,
Pra quem não sabe viver
Pra quem não sabe amar
Não volte pra casa meu amor que a casa é triste
Desde que você partiu aqui nada existe então
Não adianta voltar
Acabou seu tempo,
Acabou seu mar,
Acabou seu dia,
Acabou
Acabou
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que eu não sei mais nada,
Nada de você
Não me espere,  porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar,
Eu não sei mais nada.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

3.2

Ainda me lembro da expectativa que eu sentia quando criança à espera do meu aniversário.

Passava a semana toda esperando chegar o dia, contando os minutos para que os amiguinhos chegassem, a torcida para que não chovesse (e sempre chovia), a delícia de ajudar minha mãe a preparar meu bolo preferido, enrolar brigadeiro e encher bexiga.

Aproveitava cada segundo do meu dia. Fazer aniversário tinha sempre um gostinho de quero mais, o dia voava e eu curtia cada segundo.

Quando a gente é criança é sempre tudo tão mágico.

Amanheci hoje com 32 e com a certeza que está tudo muito igual, parecido com o que era ontem.
Não sinto mais a empolgação de fazer aniversário.
Sinto falta da minha mãe me acordando nesse dia com um abraço e uma festa que só ela sabia fazer.

Aniversário pra mim nesse exato momento é um dia como outro qualquer, com a diferença de ter um ano a mais.

Igual a ontem, exatamente a mesma de amanhã.


É isso.
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