domingo, novembro 14, 2010

Sonhei que a neve fervia...

Elaboro o luto de maneira diferente da maioria das pessoas.
Me recolho, choro sozinha, no banho, tento esconder o que sinto.
E escrevo.

Mas ontem nem isso consegui.

Desde sexta tenho sentido muito o vazio, a sensação de estar sozinha. Um aperto no peito, lembrança de que no ano passado tinha mil confusões e sentimentos nesse período. A iminência de que não teria mais sua presença, mas ao mesmo tempo o desejo de que você não sofresse mais. Contraditórios sentimentos que me faziam orar para que o melhor para você acontecesse. E foi com essa certeza que eu me despedi de você naquela sexta 13 de novembro.

Mal sabia naquele dia o que sentiria hoje, passados um ano da sua ausência.

Muita coisa mudou, eu mudei. Não sei se pra melhor, nunca saberei. Mas a verdade absoluta é que hoje sinto-me muito sozinha em meio a um mundo de pessoas. Você era meu chão, meu centro, minhas certezas de que mesmo com tudo ruindo, tínhamos uma a outra, mãe.

Hoje não tenho você, não tenho ninguém.
Ninguém pra rir comigo, pra chorar comigo, pra vibrar com minhas vitórias, pra me segurar em minhas derrotas e, mais importante de tudo, pra me fazer ver o caminho certo a seguir.
Tenho que escolher, decidir, vibrar, sorrir e chorar sozinha.
Ah, como sinto sua falta. Ainda posso sentir a sua presença e sua força. Sei que nunca vai me abandonar mas mesmo assim dói.

Tô crescendo na marra e à força. Mas to sem chão, mãezinha.

Tenho esperança que tudo isso mude, mas no momento não dá.
Não sei como ser e como estar. Só queria ter você aqui ainda.
Sinto tua falta. Dói e eu não consigo chorar.




"My heart is drenched in wine
But You'll be on my mind
Forever..."
 

21 comentários:

Mariella disse...

Alessandra, um abraço apertado nessa hora triste. Coragem! Meu marido perdeu a mãe a seis anos e sei como pode ser difícil. Se precisar de um ombro amigo...

Mamma Mini disse...

Alê, força aí querida, é claro que ela tá com vc, mas sei que dói, e sei que a saudade e a ausência nunca passam...só se modificam...vai ficar tudo bem, um beijo bem grande, Fê

evary leal disse...

:(

stella disse...

essse texto faz parte do livro SONHEI QUE A NEVE FERVIA, de autoria de FAL AZEVEDO, que escreve no blog DROPS DA FAL. use as palavras dela, se quiser, mas respeite duas coisas: a autoria e a dor dela.

Andréa disse...

Que cara de pau de copiar o texto da Fal Azevedo, heim?

Deh disse...

Que feio, copiar assim, na cara dura? PLÁGIO É CRIME! Crie TEU texto e não copie.

Tito disse...

Postar texto dos outros tem vários nomes, que vão de "plágio" a "pilantragem".

Todavia, postar texto dos outros DESSA NATUREZA, não apenas desrespeitando a autoria, mas tb os sentimentos de quem o escreveu, isso beira a DESONESTIDADE COMPLETA.

Quero crer que foi um esquecimento. Se foi, é algo simples de resolver.

Camila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ila fox disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alessandra Pilar disse...

Gente, eu não copiei texto algum... escrevi isso quando minha mãe morreu. Eu amo a Fal, sou seguidora dela... mas esse texto é MEU e só MEU. Jamais copiaria texto de ninguém. Usei o título da música do Chico, e só. Vcs não acusem sem saber. Escrevi esse texto depois que minha mãe morreu. Ridículo ser acusada de plágio dessa forma.

Alessandra Pilar disse...

Se vcs olharem bem o texto foi postado em novembro de 2010, e tem comentários da mesma época. Vcs é que estão muito enganados e eu gostaria que a Fal explicasse pq o MEU TEXTO está no livro DELA. Isso sim. Pq com certeza plágio é crime e ela deveria ter colocado o meu nome no texto.

Tito disse...

Alessandra,

Então eu te devo desculpas, pois não tenho motivo algum para duvidar de vc. A motivação do texto (a perda) e seu título me induziram a erro.

Confesso que minha primeira leitura foi pouco além das primeiras linhas, depois, lendo melhor, me pareceu haver diferenças grandes no estilo.

Mais uma vez, perdoe-me o equívoco. Já é bastante lidar com a dor. Não precisamos aumentá-la.

Em tempo: o livro da Fal é anterior a 2010, acusá-la de plágio tampouco procede.

T

Tito disse...

(Sinta-se livre [claro!] para apagar minha primeira postagem. Só não faço eu mesmo pq achei por bem deixar registrado o porque de minhas desculpas.)

ila fox disse...

Eu tbm retiro o que disse. Mas fico aguardando a posição da Fal, pois só ela mesmo para conhecer o texto melhor que os amigos. ;-)

Alessandra Pilar disse...

Tito, eu não tenho pq apagar nada. Não devo nada. Nunca plagiei e nem faria isso com ninguém... muito menos com a Fal que é uma pessoa que eu sempre gostei muito.
Estou surpresa com os comentários, mesmo. Porque esse foi um texto dolorido, sofrido, feito depois de horas de choro. Só quem conhecia minha mãe sabe o quanto foi difícil esse período para mim. O título é parte da música do Chico Buarque, que eu amo de paixão. Mas o texto é meu sim.

A Fal lançou agora o livro com esse título, eu não li e nem sei se o texto está lá. Não estou acusando ninguém. Só não admito que me acusem de algo que eu não fiz. O título é o mesmo sim, mas é tb da música do Chico. E é só isso. Mais nada.
Agradeço a sua retratação, porque fiquei realmente assustada com as acusações.

Tito disse...

(Eu disse que vc poderia apagar MINHA primeira postagem [e expliquei pq não o fiz], não sugeri que vc apagasse nada seu.)

Sabe, nesses tempos em que vivemos, as coisas podem ser rápidas demais. Geralmente eu não costumo reagir assim, pois esse tipo de comportamento de manada é sempre perigoso e frequentemente injusto, eu sei. Sinto muitíssimo. Eu deveria ter sido mais atencioso.

Mas concentremo-nos no que importa. E brigar por uma IMENSA coincidência não importa.

Fique bem.

Alessandra Pilar disse...

Tito,
Eu entendi que vc disse que eu poderia apagar o seu comentário e o que falei foi realmente que não vou apagar o seu comentário, pq não devo nada.
Obrigada pela mensagem.

stella disse...

eu que comecei isso tudo, alessandra, e já me retratei no twitter e no facebook. eu sou uma besta. desculpe pelo aborrecimento. novamente, eu sou uma besta que tira conclusões precipitadas e sai falando por aí. isso não vai acontecer de novo :(

Alessandra Pilar disse...

Bom, a título de conhecimento eu vou reproduzir o que a própria Fal escreveu hoje no Facebook. Pra que não fique dúvidas! Não esperaria outra atitude dela, uma pessoa que admiro demais. Segue o que ela falou sobre o assunto:
"Fal Do Drops
Gnete. Tá rolando um texto sobre morte de mãe e esse texto NAO é meu; A minha querida amiga Alessandra Pilar, falando da morte da maezinha dela, usou _ no titulo _ a mesma frase da canção argentina, que é usada pelo Chico Buarque numa tradução, que é o no me do meu livro. E é só. O texto é todo sobre a morte da mãe dela, tema que eu NUNCA abordei. É só ler o texto e ver que não é meu; E posto que ng leu o livro ainda pq os sites que o vendem ainda não o entregaram, não sei como alguem pode dizer que o texto tá no livro. Vcs quase me enfartaram."

Obrigada à Fal por esclarecer os fatos.
E passado o susto, sinto-me honrada de ter um texto meu sendo confundido com um texto da Fal, pessoa que eu admiro muito.

É isso!

Anônimo disse...

Alessandra, também devo desculpas. Eu li o texto e achei que era um que havia lido da Fal. Me perdoa pela impulsividade.

Andréa disse...

Alessandra, também devo desculpas. Eu li o texto e achei que era um que havia lido da Fal. Me perdoa pela impulsividade.

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