Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

domingo, fevereiro 12, 2012

A preguiça que eu sinto.


Tem dias que... ah, sei lá... me bate uma preguiça.
Preguiça de gente, sabe?
Gente que não sabe o que quer, que tem preguiça de tentar descobrir. Gente sem atitude e com tendência a enrolar. Tô com muita preguiça de esperas e do tempo das pessoas.

A verdade é que eu ando com muita preguiça das pessoas.
Triste isso não? Eu acho.
Ter preguiça das pessoas me entristece porque eu sempre acreditei tanto no ser humano.

É que eu ando com vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, agora.
E o fato de não estarem na mesma "vibe" anda me deixando com preguiça.
Não quero esperar nada. Se for pra esperar, esquece. Deixa pra lá.
Quero movimento. Quero vida.

Sabe aquela música: "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder"?
Então é isso que eu quero agora, só o que pode dar certo.
E o resto é resto.

Domingo chuvoso e preguiçoso me deixou com vontade de falar de preguiça. Contraditório, eu sei.
Assim como eu... uma eterna contradição de sentimentos.

Essa sou eu tentando viver tudo o que pode o mais rápido possível.

"Quero ver se você tem atitude se vai me encarar..."



quinta-feira, novembro 17, 2011

Quantos somos dentro de nós?



Quantos somos dentro de nós? Quantas eu sou, quantas eu fui?
Acordei com essa pergunta na cabeça. Algumas vezes sinto como se existissem umas dez pessoas diferentes dentro de mim. Todas elas nesse momento sentem-se perdidas em dúvidas, medos, vontades. Cada uma sabe de si e tão pouco das outras.
Será que somos mesmo essa confusão de ideias e pensamentos? Será que todos os dias nos deparamos com uma pessoa nova, cheia de manias e dúvidas? Será que amanhã serei outra, pensando e dizendo frases novas, por vezes sem sentido?
E as que fui ontem? Se foram? Estão guardadas em alguma gaveta escondida e trancada dentro do meu ser? Tenho chances de libertá-las? Será que devo?
Encontro dentro de mim algumas mulheres tão distintas e, porque não dizer, distantes.
As dores e sentimentos são diversos para cada uma delas.
É assustador se ver como dez, vinte, milhares de pessoas dentro de si mesmo.
E já é tão difícil se enxergar em uma só, viver uma só vida, ser uma só.

Seria mais simples não pensar.

Essa sou eu tentando calar a mente.


sexta-feira, outubro 21, 2011

Ela decide mudar de direção


Ela tem a tendência a se entregar demais em tudo o que faz ou sente e na maioria das vezes quebra a cara.
Já não bastasse as experiências anteriores para aprender que não deve confiar tanto no que as pessoas dizem ou fazem? Não, ela confia demais em todos e sempre acha que dessa vez pode ser diferente. Pronto, tá feito o estrago.
Mudança de planos? Um esforço da outra parte para que a coisa aconteça? Não, isso não faz parte do processo.
Uma amiga lhe disse que não pode viver a vida dos outros, deixar que sua felicidade dependa do que pensam, fazem ou querem. Mas quem a convence do contrário?
E lá está ela novamente caindo de cabeça no chão. Uma hora quebra o pescoço e nem assim vai aprender, aposto.
Mas ela decide que está na hora de mudar o rumo das coisas e que chegou o momento de olhar na direção oposta e seguir novos caminhos, respirar novos ares, arriscar um lance novo.
Até a próxima queda livre provavelmente.
Mas se não tentar como poderá saber?
E então ela diz: você não vai tentar? Não vai fazer diferente? Não quer arriscar?
Azar o seu!
A vida não espera.
E ela também não está disposta a esperar sua boa vontade.
Já cansou de promessas e de "um dia quem sabe".

Decide arriscar e ver no que vai dar.
O que vier é lucro.

quarta-feira, julho 27, 2011

O passado não me pertence mais...

Parei para reler textos antigos e percebi o quanto mudei de um ano pra cá.
Como é interessante descobrir o quanto podemos mudar em tão pouco tempo.
Vejo como a vida é rápida e como perdemos tempo com pequenas coisas, com bobagens.
O interessante é que no momento em que estão acontecendo parecem tão grandes, tão fortes. Passado um tempo você olha para aquelas situações e vê o quanto foram pequenas diante da grandiosidade da vida.

Não consegui me reconhecer naquelas palavras. É outra vida, tão distante do que eu sou agora.
Vez ou outra eu gosto de remexer nas coisas antigas justamente por isso, pra provar pra mim mesma o quanto eu mudei, o quanto eu cresci nesse período e também o quanto àquela situação não me pertence mais.
Sempre tenho boas impressões por que tudo o que vivemos faz parte da nossa história, mesmo que sejam coisas ruins. Pois nos faz crescer, amadurecer e encarar a vida de outra forma.

Hoje revi e revivi coisas, sentimentos, situações. Foi bom pra perceber o quanto estou melhor agora e para me mostrar que sim eu estava certa em mudar e querer ser melhor do que eu era. Espero um dia voltar a esse post e ver o quanto eu mudei do que eu sou agora.



Estou pronta para as próximas mudanças.
Essa sou eu vivendo um dia de cada vez.

terça-feira, maio 17, 2011

As rasteiras da vida...

Uma notícia que recebi semana passada anda mexendo com minhas certezas. Alguém que eu amo muito está passando por um problema num momento em que deveria ser só alegria. Isso me fez pensar nas peças que a vida nos prega. Você está ali com tudo certo, as coisas no caminho, planos e muitas coisas boas e de repente... pum, a vida te dá uma rasteira. Devia ser proibido isso acontecer, devia ter um lugar onde você pudesse escolher o que passar e a hora disso ocorrer. Não tá certo. A vida é tão rápida e tão estranha ao mesmo tempo.
Não estou em meu melhor momento, tenho problemas, não sei como vou resolvê-los mas eu sei que vou. Eu tenho saúde pra arregaçar as mangas e correr atrás do prejuízo, seja ele qual for.
Mas e quando nos falta justamente a saúde pra correr atrás? E quando você se depara com uma rasteira da vida, dessas de nocautear? E daí? Como ter coragem pra seguir e enfrentar? Como conseguir continuar acreditando?
Desde semana passada não consigo pensar em outra coisa. Posso fazer muito pouco, sou tão limitada. Só posso dar minha mão, umas palavras de consolo e mandar vibrações. E só. Me sinto pequena diante de tudo isso. Queria ter poder pra mudar tudo isso e pra fazer ser diferente. Queria ter forças pra ajudar mais. Pra estar mais presente.
Eu acordo todo dia e penso: como? É possível fazer mais? Mas o que?
Essas perguntas não saem um minuto sequer da minha cabeça.

Tô tão cansada.

Eu torço pra que tudo se resolva, e que em breve a gente saiba que está realmente tudo bem.
Torço para que tudo não passe de um grande susto. Mando vibrações para que isso seja só um pesadelo.


sábado, maio 14, 2011

Vivo só pra me arrepender...


Ah! As manias nossas de cada dia.
Sou cheia de manias.
Tenho uma caneca preferida, e não suporto que a usem.
Meu único vício é café preto e amargo.
Uma garrafa térmica toda manhã é o mínimo pra meu dia começar bem.
Gosto de vermelho e laranja.
Só durmo do lado esquerdo da cama.
Nem tente pegar meu travesseiro. Não tem coisa mais irritante do que alguém com meu travesseiro.
Não gosto de emprestar minhas coisas.
Meus livros são meu grande tesouro, se te emprestei algum sinta-se privilegiado, pois é raro.
E os livros do meu criado mudo estão em ordem, então não ouse tocar neles. Nunca.
Leio 3 ou 4 livros juntos. Preciso disso pra me concentrar.
Odeio que fiquem atrás de mim quando estou no computador.
Detesto começar a fazer comida com a pia cheia de louça suja.
Não gosto de cozinhar, mas se eu fui pra cozinha os temperos serão cortados milimetricamente.
Implico com quem aperta a pasta de dente pela metade.
Sou chata e perfeccionista. Mas também desorganizada e preguiçosa.
Detesto leite com todas as minhas forças. E também chuchu, palmito e cogumelo.
Sou urbana, mas também gosto do meio do mato.
Tenho compulsão por comprar livros. E compro mais do que consigo ler: tenho uma fila de espera gigante.
A propósito, comprei mais dois hoje.
Adoro sapatos. E nem sempre tenho roupa pra usá-los.
Quando gosto de um filme sou capaz de assisti-lo várias vezes sem enjoar.
O mesmo com música: Cismo com um cd e fico dias, semanas, meses ouvindo insistentemente.

Ando gostando de ficar sozinha. Muito.
E tenho cada vez menos paciência pra gente complicada.

Tenho muitas manias. Mas também sou simples. Às vezes.


quinta-feira, março 31, 2011

Sobre o tempo...

Ela desperta no meio da noite. Ainda está escuro lá fora. A noite fria e silenciosa mostra que dificilmente ela dormirá novamente. Levanta, anda pela casa, observa a chuva da janela da cozinha.
Já que o sono foi embora completamente decide tomar um capuccino. Pensa na vida e nos últimos acontecimentos e em como tudo é estranho.
Ela sofre e chora sozinha. A madrugada por companheira.
Raramente tem insônia, dorme até bem demais para os padrões e mesmo com todos os acontecimentos consegue sonhar. Uns sonhos estranhos e picotados, é verdade. Mas sonha ainda.
Hoje não, hoje ela perdeu completamente o sono, e tem um turbilhão de pensamentos incômodos na cabeça.
O silêncio da noite é estranho, nada de vento, nenhum barulho de cão ou algum outro animal noturno. Nada simplesmente.
Ela pensa sobre o tempo, sobre o tempo das coisas, sobre como o tempo voa.
Ainda ontem era uma menina cheia de planos e expectativas. Agora é uma mulher cheia de desejos e medos. Deve ser assim pra todo mundo, ela pensa. Mas duvida também que seja isso.
O silêncio aumenta, quase sufoca. Tem vontade de colocar uma música, mas isso acordará os outros habitantes da casa que dormem tranquilos como se não houvesse nada acontecendo.
Então ela canta baixinho, quase um sussurro. Pra aliviar o vazio que sente.
O dia finalmente começa a dar o ar da graça. Quantas horas se passaram? Ela não sabe. Volta pra cama e dorme.
Foi um sonho? Nunca saberá.

"Tempo amigo, seja legal. Conto contigo pela madrugada, só me interrompe no final..."

Share |
Related Posts with Thumbnails